O rock’n’roll na Roça
Na década de 1970, o estilo folk ‘abrasileirou’ para o rock rural com os acordes meio country, meio toada lusitana, dos violões do trio Sá, Rodrix e Guarabyra que remetiam aos temas do campo
Audaci Junior
Nos anos 1960, fora dos círculos da cultura urbana, a folk music ganhava um ‘Pelé’ fanhoso vindo de Minnesota, Estados Unidos. Engana-se quem acha que Bob Dylan influenciou apenas os conterrâneos e britânicos, vide o próprio paraibano Zé Ramalho ‘pagando uma’ de Dylan na capa de seu disco de 2008.
Na década de 1970, o estilo folk ‘abrasileirou’ para o rock rural com os acordes meio country, meio toada lusitana, dos violões do trio Sá, Rodrix e Guarabyra que remetiam aos temas do campo.
No final daquela década, nascia nos palcos um dos principais representantes do estilo, Zé Geraldo, mineiro da Zona da Mata, que lançava um de seus maiores sucessos, ‘Cidadão’, composição de Lúcio Barbosa que foi regravado por cantores como –novamente– Zé Ramalho. “Essa alcunha não me incomoda, não”, confessa Zé Geraldo ao JORNAL DA PARAÍBA. “É uma pegada de rock, que também está dentro da MPB e do sertanejo.”
Nascido na pequena cidade de Rodeiro, Zé Geraldo foi criado em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e, aos dezoito anos, foi estudar e trabalhar na metrópole de São Paulo. “Cheguei nos anos 1960, sempre escutando um cara fanhoso, mas eu queria ter a minha marca.”
Este ano, exatamente 32 anos depois de seu primeiro disco, o cantor e compositor está lançando o DVD e disco Zé Geraldo - Cidadão: trinta e poucos anos, gravado durante um show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.
Com um cenário que remete a um rincão interiorano, o músico e banda se embrenham pelo verde da mata para relembrar canções como ‘Reciclagem’, a mesma que abre o disco de estreia, ‘Milho aos pombos’ e, uma homenagem ao ídolo, ‘Como diria Dylan’. Para o coro que esbraveja “Toca Raul!”, Geraldo mostra também a sua versão para ‘Cachorro urubu’.
VAQUEIROS URBANOS
Entre o repertório revisitado por Zé Geraldo, duas são inéditas e dedicadas a sua filha, Nô Stopa: ‘Um simples olharzinho seu’, feita especialmente para cantar neste duo, e ‘Nega’, um samba-rock-brejeiro que, segundo o cantor, desenterrou por acaso quando Stopa ainda era pequenina.
Geraldo Azevedo, que já dividiu o palco com Zé nos anos 1980, canta o xote ‘Pelas chaves de São Pedro’. De última hora, entrou a versão do cantor pernambucano para ‘Tomorrow is a long time’, de Bob Dylan. “‘O amanhã é distante’ entrou no repertório do show no dia, aos 48 minutos do segundo tempo, durante a passagem de som com Geraldo”, relembra Zé Geraldo.
A moda de viola do amigo baiano Xangai é entoada em ‘Tão bonita’. Já Chico Teixeira, cantor que Geraldo chegou a pegar no colo e levá-lo para jogar futebol, divide o som de ‘Galho seco’. Outro representante da nova geração que segue os passos do artista é o mineiro Landau, que canta ‘Vaqueiros urbanos’.
Preparando um livro de ‘causos’ e um disco com músicas inéditas para 2012, Geraldo lembra da Paraíba não só como cantor, mas como cidadão pessoense. “Nos anos 1960, quando cheguei a morar em Recife me contrataram para tocar no Bar Continental, bordel no Centro de João Pessoa. Fiquei morando em cima do estabelecimento por quase cinco meses”, conta aos sorrisos.
Na década de 1970, o estilo folk ‘abrasileirou’ para o rock rural com os acordes meio country, meio toada lusitana, dos violões do trio Sá, Rodrix e Guarabyra que remetiam aos temas do campo.
No final daquela década, nascia nos palcos um dos principais representantes do estilo, Zé Geraldo, mineiro da Zona da Mata, que lançava um de seus maiores sucessos, ‘Cidadão’, composição de Lúcio Barbosa que foi regravado por cantores como –novamente– Zé Ramalho. “Essa alcunha não me incomoda, não”, confessa Zé Geraldo ao JORNAL DA PARAÍBA. “É uma pegada de rock, que também está dentro da MPB e do sertanejo.”
Nascido na pequena cidade de Rodeiro, Zé Geraldo foi criado em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e, aos dezoito anos, foi estudar e trabalhar na metrópole de São Paulo. “Cheguei nos anos 1960, sempre escutando um cara fanhoso, mas eu queria ter a minha marca.”
Este ano, exatamente 32 anos depois de seu primeiro disco, o cantor e compositor está lançando o DVD e disco Zé Geraldo - Cidadão: trinta e poucos anos, gravado durante um show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.
Com um cenário que remete a um rincão interiorano, o músico e banda se embrenham pelo verde da mata para relembrar canções como ‘Reciclagem’, a mesma que abre o disco de estreia, ‘Milho aos pombos’ e, uma homenagem ao ídolo, ‘Como diria Dylan’. Para o coro que esbraveja “Toca Raul!”, Geraldo mostra também a sua versão para ‘Cachorro urubu’.
VAQUEIROS URBANOS
Entre o repertório revisitado por Zé Geraldo, duas são inéditas e dedicadas a sua filha, Nô Stopa: ‘Um simples olharzinho seu’, feita especialmente para cantar neste duo, e ‘Nega’, um samba-rock-brejeiro que, segundo o cantor, desenterrou por acaso quando Stopa ainda era pequenina.
Geraldo Azevedo, que já dividiu o palco com Zé nos anos 1980, canta o xote ‘Pelas chaves de São Pedro’. De última hora, entrou a versão do cantor pernambucano para ‘Tomorrow is a long time’, de Bob Dylan. “‘O amanhã é distante’ entrou no repertório do show no dia, aos 48 minutos do segundo tempo, durante a passagem de som com Geraldo”, relembra Zé Geraldo.
A moda de viola do amigo baiano Xangai é entoada em ‘Tão bonita’. Já Chico Teixeira, cantor que Geraldo chegou a pegar no colo e levá-lo para jogar futebol, divide o som de ‘Galho seco’. Outro representante da nova geração que segue os passos do artista é o mineiro Landau, que canta ‘Vaqueiros urbanos’.
Preparando um livro de ‘causos’ e um disco com músicas inéditas para 2012, Geraldo lembra da Paraíba não só como cantor, mas como cidadão pessoense. “Nos anos 1960, quando cheguei a morar em Recife me contrataram para tocar no Bar Continental, bordel no Centro de João Pessoa. Fiquei morando em cima do estabelecimento por quase cinco meses”, conta aos sorrisos.
0 comentários:
Enviar um comentário